Regresso às aulas em Moçambique

Regresso às aulas em Moçambique


O recente relatório da UNICEF sobre a COVID-19 e o encerramento das escolas começa por dizer que estamos perante uma crise de educação provocada pela COVID-19 que afeta globalmente 214 milhões de crianças, sendo que 105 milhões se referem a crianças em idade de frequentar escolas primárias. Este relatório, após uma análise da situação global da educação devido à pandemia, apela à ação no sentido de se investirem todos os esforços possíveis na manutenção das escolas abertas ou na priorização da sua reabertura, pela importância que as escolas têm no suporte às crianças, com maior relevância no caso de crianças em situação de vulnerabilidade. 

Em Moçambique, o regresso às aulas presenciais após o primeiro relaxamento de medidas de combate à COVID-19 aconteceu no final do ano passado (entre outubro e novembro), mas apenas para as classes com exames finais, ou seja, a 7.ª, a 10.ª e a 12.ª classes. Neste regresso às aulas, os números de alunos e alunas que retomaram as aulas presenciais na 7.ª classe diminuíram significativamente, o que lançou o alerta para o perigo de mais crianças ficarem sem acesso à escola por não regressarem às aulas após a interrupção. Minimizar este risco e melhorar as condições de regresso em segurança é uma das prioridades de intervenção da Helpo.

No caso de Moçambique, a Helpo integra o Cluster da Educação e é uma das 4 organizações parceiras a trabalhar em Cabo Delgado na preparação do regresso às aulas que hoje (19 de Março) se concretiza. Esta intervenção prevê atividades de Educação à Distância, distribuição de materiais a professores e alunos, sensibilização comunitária para o regresso às aulas, emissão de programas de rádio e formação de professores, entre outras. 

Agradecemos, também, à Technip FMC o apoio a estas crianças!

(Nota: o projeto tem o nome Multi-sectoral response to COVID-19 for school-age vulnerable children in Cabo Delgado, Mozambique e é financiado pela UNICEF)
 


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